O que é DRPS e por que é obrigatório na NR-1
O Diagnóstico de Riscos Psicossociais (DRPS) é o mapeamento estruturado dos fatores organizacionais que podem adoecer os trabalhadores. É obrigatório pela NR-1 para todas as empresas com regime CLT desde maio de 2026, com fiscalização prevista para agosto de 2026, e precisa ser conduzido por profissionais com formação clínica em saúde mental.
O que é o DRPS
O DRPS identifica, avalia e classifica os fatores psicossociais presentes no ambiente de trabalho que representam risco à saúde mental dos trabalhadores. Ao contrário dos riscos físicos e químicos, que são visíveis e mensuráveis, os riscos psicossociais exigem um olhar clínico para ser identificados com precisão.
Os principais fatores mapeados no DRPS incluem sobrecarga de trabalho, pressão excessiva por resultados, assédio moral e sexual, conflitos interpessoais, falta de autonomia e insegurança no emprego. Cada um desses fatores é avaliado por probabilidade de ocorrência e severidade do dano potencial, gerando uma matriz de risco que orienta as medidas de controle.
Na Garzone Saúde Mental em São Paulo, o DRPS é conduzido por psiquiatra (CRM 219931) e psicanalista certificados como implementadores de NR-1. Somos a única clínica em São Paulo que realiza o DRPS com formação clínica real em saúde mental, não apenas conhecimento normativo.
Por que o DRPS é obrigatório na NR-1
A Portaria MTE nº 1.419/2024 atualizou a Norma Regulamentadora 1 (NR-1) para incluir os Fatores de Riscos Psicossociais Relacionados ao Trabalho (FRPRT) como parte obrigatória do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Antes dessa atualização, apenas riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos eram exigidos.
A mudança reconhece o que a clínica já sabia: o sofrimento psíquico no trabalho é uma das principais causas de afastamento no Brasil. Em 2024, mais de 472 mil trabalhadores foram afastados por transtornos mentais, superando lesões físicas em várias categorias profissionais.
NR-1 em números
Qual a diferença entre DRPS e AEP
A Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) e o Diagnóstico de Riscos Psicossociais (DRPS) são etapas complementares do mesmo processo, mas com objetivos distintos.
A AEP é a etapa inicial e mais ampla. Ela mapeia todos os perigos e riscos presentes no ambiente de trabalho, incluindo os físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e psicossociais. É o ponto de entrada do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais.
O DRPS é o aprofundamento específico dos fatores psicossociais identificados na AEP. Enquanto a AEP identifica que existe sobrecarga de trabalho em um setor, o DRPS avalia a intensidade dessa sobrecarga, os grupos mais afetados, as causas organizacionais e as medidas de controle mais eficazes.
Quem pode conduzir o DRPS
A NR-1 não define um profissional específico para conduzir o DRPS, mas estabelece que a avaliação deve ser tecnicamente fundamentada. Na prática, isso significa que o profissional precisa ter formação para identificar sofrimento psíquico, não apenas para aplicar questionários padronizados.
Técnicos de segurança do trabalho conhecem normas e procedimentos. Psiquiatras e psicanalistas conhecem o ser humano. O diagnóstico de riscos psicossociais exige os dois: quem sabe o que a norma exige e quem entende o que adoece as pessoas.
Na Garzone Saúde Mental, psiquiatra e psicanalista certificados como implementadores de NR-1 conduzem o DRPS com o mesmo olhar clínico que aplicamos no consultório. Porque o sofrimento no trabalho e o sofrimento que chega até nós na clínica são feitos da mesma matéria.
Como o DRPS é realizado na prática
O processo do DRPS na Garzone Saúde Mental segue quatro etapas:
1. Levantamento preliminar: entrevistas com lideranças e RH, análise de indicadores de saúde (afastamentos, rotatividade, absenteísmo) e revisão documental dos processos de trabalho.
2. Aplicação de instrumentos validados: questionários psicometricamente validados aplicados por setor ou função, com garantia de sigilo para os respondentes.
3. Análise clínica dos dados: avaliação dos resultados com olhar clínico, classificando cada fator por probabilidade e severidade e identificando os grupos de maior vulnerabilidade.
4. Relatório e plano de ação: entrega do Relatório de DRPS com matriz de risco priorizada e plano de ação com medidas concretas de prevenção e controle, pronto para integração ao PGR da empresa.
Fatores psicossociais por setor: exemplos práticos
Os fatores mapeados no DRPS variam conforme o tipo de operação. Alguns exemplos frequentes por setor:
Saúde e cuidados: sobrecarga emocional por contato contínuo com sofrimento, turnos longos, falta de suporte institucional após situações críticas e pressão por produtividade em ambientes de alta demanda.
Varejo e atendimento ao público: assédio por parte de clientes, metas abusivas, baixa autonomia sobre pausas e horários, monitoramento constante de desempenho individual.
Tecnologia e escritório: hiperconectividade e dificuldade de desconexão, reuniões excessivas, ambiguidade de papéis, pressão por entregas em prazos irreais e cultura de presenteísmo digital.
Logística e operações: ritmo acelerado por metas de entrega, isolamento dos trabalhadores, turnos noturnos sem compensação adequada e baixo reconhecimento do trabalho realizado.
O DRPS mapeia quais desses fatores estão presentes na sua empresa, com que intensidade e quais grupos são mais afetados — gerando um plano de ação concreto, não um relatório genérico.
O que acontece se a empresa não fizer o DRPS
A fiscalização da NR-1 começa em agosto de 2026. Empresas sem o DRPS documentado e sem programa psicossocial implementado estão sujeitas a:
Multas administrativas: de R$ 2.396 a R$ 6.708 por item autuado pelo Ministério do Trabalho. Uma autuação pode abranger múltiplos itens da norma simultaneamente.
Responsabilidade civil: em caso de afastamento por transtorno mental, a ausência de DRPS pode ser usada como evidência de negligência da empresa, aumentando o risco de ações trabalhistas.
Interdição parcial ou total: em situações graves, o auditor fiscal pode determinar a paralisação de setores até a adequação.
Além do risco legal, empresas sem programa psicossocial tendem a ter maior rotatividade, absenteísmo e queda de produtividade — custos que superam em muito o investimento na adequação.
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Solicitar análise gratuitaPerguntas frequentes sobre DRPS e NR-1
O que é o Diagnóstico de Riscos Psicossociais (DRPS)?
O DRPS é o mapeamento estruturado dos fatores organizacionais e relacionais que podem adoecer os trabalhadores, como sobrecarga, assédio moral, pressão excessiva por resultados e conflitos interpessoais. É obrigatório como parte do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais da NR-1 para todas as empresas com regime CLT desde maio de 2026, com fiscalização a partir de agosto de 2026.
Quem pode conduzir o DRPS para NR-1?
A NR-1 não define um profissional específico, mas psiquiatras e psicanalistas são os mais qualificados para identificar e tratar riscos psicossociais no trabalho, pois conhecem profundamente os mecanismos do sofrimento humano. Técnicos de segurança do trabalho conhecem normas, mas não têm formação clínica para avaliar saúde mental.
Qual a diferença entre DRPS e AEP na NR-1?
A Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP) é a etapa inicial que identifica todos os perigos e riscos no ambiente de trabalho, incluindo os psicossociais. O DRPS é o aprofundamento específico dos fatores psicossociais identificados na AEP, classificando cada um por probabilidade e severidade para definir as medidas de controle necessárias.